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FOLHA DE S. PAULO

Em meio ao cenário econômico conturbado por causa da pandemia de coronavírus, 7.779 empresas foram abertas no estado de São Paulo de 1º de abril a 5 de maio, queda de 72% em relação ao mesmo período de 2019.

Os dados fazem parte de um levantamento do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) com base nas informações publicadas pela Jucesp (Junta Comercial do Estado de São Paulo) no Diário Oficial do estado.

O estudo, realizado pelo pesquisador do Ipea Bruno Filomeno da Rocha e pelo técnico de planejamento e pesquisa do instituto Alexandre Samy de Castro, mostra que alguns segmentos ganharam participação entre as empresas abertas. Principalmente os de informação e comunicação e de saúde humana e serviços sociais.

Por outro lado, foi aberto, proporcionalmente, um número menor de empresas nas áreas de alojamento e alimentação, de serviços e de artes, cultura, esporte e recreação.

Apesar da abertura menor de empresas em todos os segmentos, os pesquisadores afirmam que o dado mostram que ainda há pessoas empreendendo e olhando para o período pós-pandemia.

“Houve uma queda muito grande, mas, ainda assim, a economia não está morta. Se você está abrindo uma empresa, está olhando para a frente, está vendo perspectiva de negócios”, diz Alexandre Samy de Castro.

Os dados da junta mostraram também o fechamento de apenas 111 empresas no período (foram 1.491 no mesmo período de 2019), mas o número, segundo os autores, não deve ser interpretado como sinal da baixa mortalidade das companhias.

Em primeiro lugar, há uma defasagem média de publicação de um cancelamento de 20 dias. No caso da criação de companhias, ele é de sete dias.

Além disso, o fechamento de uma empresa gera custos imediatos, sendo em muitos casos inviável diante do cenário de restrição de liquidez. Há ainda a expectativa de ajuda governamental (transferências diretas ou empréstimos a fundo perdido), o que pode levar empresas a postergar o fechamento. Para os pesquisadores, muitas empresas poderão ser simplesmente abandonadas, não fechadas.

“A queda acentuada no fechamento de empresas, observada num primeiro momento, não deve ser interpretada como uma redução na mortalidade de empresas. A tendência é que, após a pandemia, observemos um número maior de empresas que encerraram atividades de fato, mas não formalmente”, afirma o estudo.

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